Vacina herpes zoster: veja quem pode tomar, como funciona e esquema de aplicação
O herpes zoster é uma das doenças mais impactantes na qualidade de vida da terceira idade, uma vez que sua manifestação pode causar dores intensas. Felizmente, a vacina herpes zoster está disponível no Brasil, com alta taxa de eficácia e proteção duradoura.
Neste artigo, vamos explicar com detalhes:
- O que é o herpes zoster.
- Como funciona o imunizante.
- Quem pode tomar a vacina.
- Esquema de aplicação.
- Efeitos adversos.
- Onde se vacinar em Minas Gerais.
Boa leitura!
Conheça o herpes zoster
O herpes zoster é uma doença viral que causa erupções cutâneas e pode provocar dores intensas após a cicatrização. Popularmente conhecida como “cobreiro”, ela se caracteriza pela formação de bolhas e pequenas feridas, geralmente localizadas nas costas ou no tórax, e que duram semanas.
Além das erupções cutâneas, o paciente também pode apresentar:
- Quadros de febre.
- Dor de cabeça.
- Mal-estar.
- Sensações de queimação ou agulhada na região de aparecimento das bolhas.
O cobreiro pode levar até 4 semanas e deixar sequelas, como dores e complicações neurológicas.
Causas do herpes zoster
A doença é transmitida pelo vírus Varicela-zoster, o mesmo que provoca a catapora. A maioria dos adultos, em algum momento da vida, foi contaminada pelo patógeno, que permanece no corpo, inativado. Em situações de baixa imunidade (tratamento contra câncer, por exemplo), o vírus pode ressurgir, especialmente em pessoas idosas.
Dessa forma, embora o vírus seja o mesmo da catapora, o herpes zoster é uma doença com características muito diferentes. Além das bolhas em regiões específicas do corpo, a enfermidade também pode causar nevralgia (dor aguda e intensa presente em um ou mais nervos do corpo), que pode durar meses ou mesmo anos após a cicatrização das erupções cutâneas.
Quase todo adulto que teve catapora apresenta risco de ter herpes zoster. A chance aumenta com a idade, principalmente após os 50 anos. Estima-se que, na população em geral, o risco de desenvolver herpes zoster seja de cerca de 30% durante toda a vida. Nas pessoas com 85 anos, calcula-se que uma em cada duas terá essa doença.
Gravidade do herpes zoster
O herpes zoster pode levar a complicações graves. Às vezes, a nevralgia ocasionada pela doença provoca dores intensas, com relatos de serem piores que a dor do parto. Há casos em que os sintomas são incapacitantes, interferindo nas atividades diárias normais, como caminhar e dormir, e na vida social.
As pessoas que têm a doença relatam diversas sensações dolorosas, como queimação, perfuração, ardência ou choque. As dores podem surgir a partir de situações corriqueiras, como uma brisa ou um toque da roupa na pele. Por conta da intensidade, a dor do herpes zoster também pode causar distúrbios emocionais.
Além desse sintoma, pessoas contaminadas com o vírus também podem apresentar complicações como:
- Cicatrizes.
- Infecções bacterianas na pele.
- Fraqueza.
- Paralisia muscular.
- Perda da audição ou da visão.
Importância da vacina do herpes zoster
A vacina contra o herpes zoster é a única maneira cientificamente comprovada de evitar a doença na idade adulta ou na velhice.
Isso porque o vírus varicela-zoster está presente de forma latente na maioria dos adultos. Em situações em que a imunidade das pessoas está comprometida, o patógeno pode ser reativado no organismo, provocando o cobreiro. Acontece que, com a idade, os fatores que debilitam o sistema imunológico de cada um só aumentam, ocasionados por muitos fatores, como:
- Radioterapia ou quimioterapia para o tratamento de câncer.
- Pessoas transplantadas apresentam uma fragilidade por um período.
- Portadores de vírus HIV.
- Diabetes.
- Hipertensão.
Dessa forma, são várias as causas que podem fazer com que as pessoas se tornem mais suscetíveis ao herpes zoster.
Para evitar o aparecimento dos sintomas, só mesmo tomando a vacina herpes zoster, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e disponível, no Brasil, em laboratórios privados. O medicamento possui eficácia aproximada de 90% e também previne que infectados desenvolvam a forma grave da doença.
Outro benefício da vacina é que o medicamento contribui para a não propagação do vírus varicela-zoster. Afinal, as pessoas infectadas podem transmitir o patógeno, permitindo que crianças em contato com os pacientes de herpes zoster possam pegar catapora.
Doses da vacina
O imunizante mais eficaz disponível atualmente contra a doença é o Shingrix, produzido pela biofarmacêutica GSK e disponível no Brasil desde 2022. Essa vacina herpes zoster possui uma eficácia superior ao medicamento utilizado anteriormente, o Zostavax, e utiliza o vírus inativado, permitindo que imunossuprimidos também possam se vacinar.
A vacina Shingrix é tomada em 2 doses, com intervalo recomendado de 2 meses entre elas. Caso não seja possível, a 2ª dose pode ser flexibilizada para o intervalo de até 6 meses.
Público-alvo da vacina
A vacina herpes zoster pode ser tomada por todas as pessoas acima de 50 anos. A Sociedade Brasileira de Imunização (SBim) indica o imunizante a todos que estejam acima dessa idade, tendo em vista os comprovados benefícios.
Pacientes imunossuprimidos acima de 18 anos também podem tomar a vacina, desde que sejam autorizados pelo médico. Além disso, o uso é recomendado nas seguintes situações, independentemente da idade da pessoa:
- Pacientes com transplante de medula óssea.
- Receptores de transplantes de órgãos sólidos.
- Pessoas com qualquer tipo de câncer.
- Pacientes em uso de anticorpos monoclonais.
- Portadores de HIV/Aids em condições de desenvolver resposta imune às vacinas em geral.
- Pessoas com doenças autoimunes, caso façam tratamento agressivo de imunossupressão.
- Indivíduos que já tiveram herpes zoster, pois a doença pode reincidir.
Efeitos adversos
Como ocorre em todas as vacinas, a Shingrix também possui potenciais efeitos adversos. No entanto, as possíveis complicações são passageiras e sem gravidade, com impactos mínimos frente aos benefícios da vacina do herpes zoster.
As reações colaterais mais comuns são:
- Dor no local da aplicação.
- Inchaço e vermelhidão na pele.
- Cansaço.
- Dor de cabeça.
- Dores musculares.
- Febre.
- Calafrios.
- Enjoo.
- Vômito.
- Diarreia.
Os efeitos colaterais são leves ou moderados, de duração rápida, e passam naturalmente. O paciente pode tomar analgésicos comuns para atenuar os sintomas. Caso ocorram reações mais intensas, é necessário procurar um médico.
Duração dos efeitos da vacina
Os estudos de eficácia da vacina Shingrix demonstraram que até 4 anos após a aplicação do imunizante, o medicamento apresenta eficácia de 93,1% em pessoas com 50 anos ou mais e de 87,9% entre pessoas acima de 70 anos.
A vacina mantém a alta taxa de proteção por diversos anos, mas não há estudos que apontam com precisão a eficácia após os 4 anos. A aplicação do imunizante preconiza apenas as duas doses, sem reforços.
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