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Conheça causa e tratamentos disponíveis para a cetoacidose diabética

As complicações agudas da hiperglicemia ainda representam um importante problema de saúde em todo o mundo. E, entre os problemas que podem ser causados pela hiperglicemia, a cetoacidose diabética tem sido registrada com frequência significativa, representando um risco para pessoas com diabetes.

Para esclarecer a situação, preparamos este conteúdo para você. Aqui, falaremos sobre:

  • O que é cetoacidose diabética.
  • Como se proteger da situação.
  • Diagnóstico.
  • Tratamentos.

Boa leitura!

Conheça a cetoacidose diabética

Jovem com camisa xadrez vermelha mede a glicemia do lado do médico, que segura o aparelho e está com avental, porque é uma forma de evitar a cetoacidose diabética, doença extremamente grave

A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes, que acontece quando nosso organismo sofre com a falta de produção de insulina e, por isso, deixa de poder usar a glicose do sangue para produzir energia às células. Por esse motivo, essa é uma condição mais comum em pacientes com diabetes tipo 1, aquela em que o sistema imunológico ataca e impede a produção de insulina na quantidade suficiente para nosso organismo.

Na falta de insulina, o corpo começa a quebrar gordura como fonte alternativa de energia, o que leva à produção de ácidos chamados cetonas. Ele diminui o pH do sangue, o que faz com que ele se torne ácido e cause um desequilíbrio perigoso, que pode ocasionar em:

  • Desidratação grave.
  • Problemas neurológicos, como alteração da consciência e até coma.
  • Edema cerebral.

Quando essa condição não é tratada de forma adequada, ela pode ser fatal. Sendo assim, a cetoacidose diabética se torna uma emergência médica grave, demandando atendimento médico urgente.

Causas pela CAD ser mais comum no Diabetes Tipo 1

Embora seja uma condição que possa ocorrer em pacientes diabéticos com qualquer tipo da doença, a cetoacidose diabética é mais comum em pessoas com diabetes mellitus tipo 1.

Isso acontece porque o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o corpo ataca as células do pâncreas, o que provoca a falta acentuada ou total de insulina, fator fundamental para a existência da CAD.

Sem insulina suficiente, a glicose não pode entrar nas células, levando ao aumento de glicose no sangue e, eventualmente, à CAD.

Já o diabetes tipo 2 é caracterizado principalmente pela resistência à insulina. Ou seja, embora a CAD possa acontecer em portadores de todas as formas de diabetes, o fato é que quem tem a forma da doença do tipo 2 só deve ocorrer em situações de estresse extremo ou infecções que reduzam ainda mais a presença insulínica no organismo.

Principais causas que levam ao desenvolvimento da CAD

Homem negro coloca a mão no cenho e fica de olho fechado como um indicativo de que não está bem, que pode estar tendo algum problema com a diabetes

A cetoacidose diabética (CAD) pode ser desencadeada por diversos fatores, tanto internos quanto externos. Entender essas causas é crucial para a prevenção e manejo eficaz da condição. Separamos os principais fatores que podem levar à CAD, os quais podem ser observados a seguir.

1. Falta de insulina

A causa mais comum da CAD é a falta de insulina no corpo. Isso pode acontecer por várias razões, além do próprio diabetes. Para quem já faz controle glicêmico, algumas das principais formas de sentir esse declínio são:

  • Esquecimento de doses de insulina: Pacientes que dependem de insulina devem manter com atenção a administração de suas doses.
  • Problemas com a bomba de insulina: Fique atento, também, ao funcionamento dos dispositivos de infusão contínua de insulina. Caso falhem, podem afetar a insulina no corpo, o que pode causar o CAD.
  • Dosagem inadequada: Ajustes inadequados na dosagem de insulina, muitas vezes devido a mudanças nos níveis de atividade física ou dieta, podem precipitar a CAD.

2. Infecções

Infecções são uma causa comum de CAD, pois aumentam os níveis de hormônios que se contrapõem à ação da insulina, como cortisol e adrenalina.

Esses hormônios causam a elevação dos níveis de glicose no sangue e aumentam a produção de cetonas. Especial atenção, portanto, com:

  • Infecção urinária;
  • Infecção respiratória;
  • Infecções gastrointestinais.

Todas essas são particularmente frequentes como desencadeadoras da CAD.

3. Doenças

Doenças graves, como ataques cardíacos, derrames e pancreatite, podem levar ao desenvolvimento da CAD. Essas condições aumentam o estresse no corpo, resultando em níveis elevados de glicose no sangue e produção de cetonas.

4. Medicações

Certos medicamentos podem aumentar o risco de CAD. Alguns dos mais comuns são os corticosteroides, utilizados para tratar uma variedade de condições inflamatórias e autoimunes, e os diuréticos, indicados para controlar a pressão arterial e reduzir o inchaço.

Outros remédios que devem ser administrados com cuidado são os beta-bloqueadores para o tratamento de doenças cardíacas, que podem mascarar sintomas de hipoglicemia, complicando o manejo do diabetes.

5. Estresse emocional

Situações de estresse emocional intenso podem levar à cetoacidose diabética, especialmente em pacientes que já possuem dificuldade no controle glicêmico. O estresse aumenta a produção de hormônios que elevam os níveis de glicose no sangue, tornando mais difícil o controle da glicemia.

Sintomas da CAD

Para pessoas com diabetes, especialmente aquelas com diabetes tipo 1, é fundamental estar atentas aos sinais e sintomas da cetoacidose diabética. Testar regularmente os níveis de glicose e cetonas no sangue pode ajudar a detectar problemas antes que se tornem graves.

Os sintomas da CAD podem se desenvolver rapidamente, em questão de horas ou dias. Pela urgência do quadro, torna-se essencial reconhecer os sinais de alerta para buscar ajuda médica imediata. Entre os principais sintomas da CAD, estão:

  • Níveis persistentemente elevados de glicose no sangue (hiperglicemia).
  • Presença de cetonas na urina ou no sangue (detectável pelo exame de sangue ou pela ponta de dedo).
  • Sede excessiva e boca seca.
  • Desidratação, com vontade de urinar de forma frequente.
  • Fraqueza e fadiga extrema.
  • Sintomas gastrointestinais (náusea e vômitos).
  • Dor abdominal.
  • Perda de apetite.
  • Respiração de Kussmaul (respiração rápida e profunda como tentativa do corpo de compensar a acidose).
  • Alterações no estado mental, com confusão, desorientação e sonolência, chegando a coma em casos graves.
  • Hálito com cheiro de fruta (devido à presença de cetonas, o hálito pode ter um odor adocicado ou frutado).

Vale frisar que qualquer pessoa com diabetes deve estar ciente de que situações como infecções, doenças, omissão de doses de insulina ou estresse intenso podem aumentar o risco de desenvolver CAD.

Lembre-se de que, se não tratada rapidamente, a CAD pode levar a complicações sérias, incluindo coma e morte.

Tratamento da CAD

Enfermeira mede a glicemia de mulher em triagem para conferir se a paciente pode estar com a cetoacidose diabética

O tratamento para cetoacidose diabética envolve, geralmente, uma combinação de várias abordagens para normalizar os níveis de açúcar e de insulina no sangue. Se a cetoacidose é resultado de uma infecção ou doença, receberá tratamento para as complicações também.

O primeiro passo é o diagnóstico a partir de exames laboratoriais para análise de:

  • Glicemia
  • Glicosúria / Cetonúria (ou seja, Glicose / Cetona na urina)
  • Eletrólitos (Sódio, Potássio, Cloreto, Cálcio, Magnésio, Fósforo)
  • Gasometria arterial
  • Ureia
  • Creatinina
  • Hemograma

Passada por essa fase, o tratamento da cetoacidose diabética geralmente envolve:

  1. Reposição de líquidos.
  2. Administração de insulina.
  3. Reposição de eletrólitos para corrigir os desequilíbrios de potássio, sódio e cloreto, entre outros elementos essenciais.
  4. Tratamento das causas subjacentes, como infecções ou outros fatores desencadeantes.

Além disso, o tratamento deve ser realizado em ambiente adequado, com monitoramento constante.

Prevenção da CAD

A prevenção da cetoacidose diabética (CAD) é fundamental para aqueles que vivem com diabetes, especialmente diabetes tipo 1. Com as medidas adequadas, é possível reduzir significativamente o risco de desenvolver essa complicação grave.

Aqui estão as principais estratégias para prevenir a CAD:

1. Monitoramento regular da glicemia

Para tal, é importante realizar:

Controle rigoroso dos níveis de glicose no sangue

Medir a glicemia várias vezes ao dia ajuda a identificar e corrigir rapidamente os aumentos nos níveis de glicose.

Utilização de aparelhos de monitoramento

Sensores de glicose contínuos podem fornecer alertas em tempo real sobre variações glicêmicas.

2. Administração adequada de insulina

Como a insulina auxilia na regulação, é importante que o paciente:

Tenha adesão ao regime de insulina

Seguir rigorosamente o plano de tratamento de insulina prescrito pelo médico é crucial.

Ajuste as doses de insulina conforme necessário

Em situações de estresse, doenças ou alterações na dieta e na atividade física, pode ser necessário ajustar as doses de insulina. Consulte seu médico para orientações.

3. Teste de cetonas

Em caso de hiperglicemia persistente (glicose no sangue superior a 250 mg/dL), você pode testar a presença de cetonas na urina ou no sangue utilizando tiras de teste específicas.

Somado a isso, tomar uma ação rápida ao detectar cetonas. Se as cetonas estiverem presentes, é importante seguir as orientações médicas, que podem incluir hidratação, ajuste de insulina e buscar atendimento médico imediato.

4. Gestão de infecções e doenças

Para gerenciar os riscos advindos de infecções e doenças, é preciso focar em:

  • Tratamento precoce de infecções, uma vez que infecções podem elevar os níveis de glicose no sangue e aumentar o risco de CAD.
  • Vacinação, pois pode ajudar a prevenir infecções que poderiam desencadear a CAD.

5. Estilo de vida saudável

O conceito de estilo de vida saudável inclui:

  • Dieta equilibrada, uma vez que a dieta saudável e balanceada auxilia a manter níveis estáveis de glicose no sangue.
  • Atividade física regular, porque os exercícios físicos regulares ajudam a controlar os níveis de glicose.

Em todo caso, é importante consultar o médico, seja para criar uma dieta balanceada ou para planejar um programa de exercícios adequado às suas necessidades.

6. Educação sobre diabetes

O entendimento sobre o diabetes envolve a educação contínua. Para tanto, participar de programas de educação sobre diabetes pode fornecer o conhecimento necessário para gerenciar melhor a condição e reconhecer os sinais de alerta da CAD.

Somado a isso, tenha um plano de ação claro para lidar com situações de hiperglicemia e cetonas elevadas, e compartilhe esse plano com familiares e amigos próximos para que possam ajudar em emergências.

7. Consultas médicas regulares

Visite seu endocrinologista regularmente para ajustes no tratamento e monitoramento geral da saúde. Além disso, tenha com ele uma relação aberta para se discutir sintomas e dividir preocupações. Isso pode prevenir complicações.

A prevenção da cetoacidose diabética envolve um compromisso contínuo com o monitoramento e o controle do diabetes. Para tanto, Labclass está de portas abertas para oferecer o suporte com excelência para que você mantenha sua saúde em dia, com exames e orientações de alta qualidade.

Visite as unidades de Labclass e faça o seu monitoramento do diabetes para evitar a cetoacidose diabética.

Até a próxima!

29 de maio de 2024 Doenças